CÚMPLICE DO TEU SILÊNCIO

Cúmplice do teu silêncio, respiro o ar gélido do teu corpo.
Trocamos olhares numa busca ansiosa de emoções.
Namoramos pensamentos, murmuramos palavras mudas,
liberto minhas trémulas mãos e desmaio no teu apelo...
Teu corpo vai-se moldando às formas, à chama do meu,
Bebendo a seiva inquietante que transpira de minh’alma,
Tomando posse dos meus desejos mais íntimos, inconscientes...
E eu vou renascendo e amando cada branca madrugada de papel...