José Carlos de Vasconcelos

Jornalista, escritor e advogado. Director do JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, o único jornal cultural de língua portuguesa, que criou e dirige há 23 anos, e coordenador editorial da VISÃO, de que foi um dos fundadores.

É ainda, designadamente: presidente do Conselho Geral do Sindicato de Jornalistas e presidente da assembleia geral do Clube de Jornalistas; membro do Conselho Geral da Fundação Calouste Gulbenkian e do Conselho de Opinião da RTP; vice-presidente do Conselho Consultivo da Fundação Luso--Brasileira para o Desenvolvimento da Língua Portuguesa.

Nascido em Freamunde, a 10 de Setembro de 1940, fez a escola e o liceu na Póvoa de Varztm, onde começou, muito novo, a colaborar em jornais e dirigiria uma página literária em O Comércio da Póvoa.

Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, foi um dos principais dirigentes associativos na primeira metade da década de 60, presidente da Assembleia Magna da Associação Académica, membro do Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses (ilegal) chefe de redacção da Via Latina e da Vértice, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, dirigente e actor no TEUC (Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra), etc.

Entrou, em 1966, para a redacção do Diário de Lisboa, então um dos mais prestigiosos jornais portugueses, teve activa intervenção sindical e presidiu à Comissão da Lei de Imprensa.

Como advogado trabalhou em diversos domínios e defendeu numerosos democratas nos tribunais plenários, assim como jornalistas e intelectuais acusados de liberdade de imprensa.

Participou também em iniciativas da Oposição Democrática e fez inúmeros recitais de poesia, sozinho ou acompanhado por Carlos Paredes, com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, etc. Logo após a Revolução do 25 de Abril, regressou ao jornalismo, esteve na direcção do "Diário de Notícias" e da Informação da RTP - onde fez, com Fernando Assis Pacheco, o primeiro programa literário, "Escrever é lutar", e de que começou a ser comentador político - que tem sido, com intervalos, até à actualidade.

Em 1975 fundou, com outros jornalistas, a Projornal e o semanário "O Jornal", durante anos o de maior audiência, semanário que dirigiu entre 1977 e 1985, ano em que deixou este cargo para ser candidato a deputado.

Foi director editorial da Projornal, que lançou projectos jornalísticos inovadores como o Se7e, História, o Jornal da Educação, o JL, etc, editou vários dos principais escritores portugueses, fundou, com a cooperativa TSF, a TSF-Rádio Jornal, e esteve ligada ao início do projecto da SIC, liderado por Pinto Balsemão.

A nível sindical, nesta fase, foi, além do mais, presidente da Assembleia Geral do Sindicato de Jornalistas e de uma efémera Associação Ibérica de Imprensa Privada (AIPI), que reunia directores e/ou administradores de alguns dos principais jornais e revistas dos dois países.

Na área política, após o 25 de Abril, pertenceu às Comissões Políticas das candidaturas à Presidência da República general Ramalho Eanes, assim como à Comissão de Honra da candidatura de Jorge Sampaio, foi um dos fundadores e principais dirigentes do PRD, deputado e vice--presidente do seu grupo parlamentar, presidente da Comissão Parlamentar Luso-Brasileira, etc.

Foi ainda membro da Comissão do Livro Negro sobre o Regime Fascista e Instaladora do Museu da República e da Resistência, no âmbito da Presidência do Conselho de Ministros, e da Comissão de Honra das Comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Como poeta publicou seis livros, o último dos quais em 2001, com desenhos de Júlio Resende e direcção gráfica de Armando Alves.

Entre outras distinções, no ano 2000 foi-lhe atribuído o Prémio de Carreira do Clube Português de Imprensa, e foi distinguido com a Ordem do Infante D. Henrique (grande oficiai)