TRADIÇÂO... ORAÇÂO
2007
Saio, à pressa, como que chamada por uma força nova,
Que firme me impele a seguir este som ritmado,
Que, sem saber, marca meu andar cadenciado.
Subo os degraus, sem quase o pé tocar o chão.
Entro no Templo onde o silêncio convida à oração.
Ajoelho.,
Esboço uma prece e olho em redor.
Singelas silhuetas negras salpicam os bancos do Senhor.
Algumas, usam mantilhas leves, em sinal de devoção,
Outras, lenços pretos, que emolduram rostos marcados pela exaltação.
Respira-se o fervor que paira, leve, pelo ar.
Escuta-se uma ladainha sentida, casta e melodiosa..
Que é proferida, quase, sem pensar.
Santas frases que se soltam destas bocas ressequidas pela vida,
Que, hoje se vem aqui, mais uma vez, glorificar.
Vejo o ajoelhar, quase penoso, dos fiéis,
Sigo o ritual, quase mágico, da celebração matinal,
Onde as manchas escuras evoluem, qual bailado,
Lento, brando, doce...
Quase celestial.
Sinto-me, de repente, abençoada, junto com os demais.
Reparo, então, que as silhuetas negras, lentamente, já se ergueram,
E trémulas caminham,
Descendo os degraus, que há pouco tempo ainda, eu subi.
Retiram, agora, os lenços que cobriam as cabeças,
Cabeças alvas, como linho, que muitas já fiaram.
Apercebo-me, então, que o bulício da cidade nos envolvia,
E tragava, voraz, os fiéis, que, momentos antes,
Orando, com fervor, no Santo Templo eu vi,
E, antes que a lembrança deste quadro raro,
Se desvanecesse em fumo,
Olhei os céus,
Retomei o meu caminho, e...
Sentidamente agradeci.
Que firme me impele a seguir este som ritmado,
Que, sem saber, marca meu andar cadenciado.
Subo os degraus, sem quase o pé tocar o chão.
Entro no Templo onde o silêncio convida à oração.
Ajoelho.,
Esboço uma prece e olho em redor.
Singelas silhuetas negras salpicam os bancos do Senhor.
Algumas, usam mantilhas leves, em sinal de devoção,
Outras, lenços pretos, que emolduram rostos marcados pela exaltação.
Respira-se o fervor que paira, leve, pelo ar.
Escuta-se uma ladainha sentida, casta e melodiosa..
Que é proferida, quase, sem pensar.
Santas frases que se soltam destas bocas ressequidas pela vida,
Que, hoje se vem aqui, mais uma vez, glorificar.
Vejo o ajoelhar, quase penoso, dos fiéis,
Sigo o ritual, quase mágico, da celebração matinal,
Onde as manchas escuras evoluem, qual bailado,
Lento, brando, doce...
Quase celestial.
Sinto-me, de repente, abençoada, junto com os demais.
Reparo, então, que as silhuetas negras, lentamente, já se ergueram,
E trémulas caminham,
Descendo os degraus, que há pouco tempo ainda, eu subi.
Retiram, agora, os lenços que cobriam as cabeças,
Cabeças alvas, como linho, que muitas já fiaram.
Apercebo-me, então, que o bulício da cidade nos envolvia,
E tragava, voraz, os fiéis, que, momentos antes,
Orando, com fervor, no Santo Templo eu vi,
E, antes que a lembrança deste quadro raro,
Se desvanecesse em fumo,
Olhei os céus,
Retomei o meu caminho, e...
Sentidamente agradeci.