TRADIÇÂO... ORAÇÂO

Acordo ao som cálido e dolente do repicar do sino.
É cedo.
Lentamente a aurora pressagia um novo dia.
Abro a janela.
Desvio a cortina, a medo, qual menino,
Que não quer que se descubra a nova tropelia.
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ABADIA

Piso o majestoso chão desta chã granítica.
Transponho, a medo, o pórtico que se me depara, imponente,
Entro num recinto onde a simplicidade austera
Se combina com a perfeita harmonia delicada, leve,
Misto de graça e equilíbrio remanescente.
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TRABALHO... MÂOS

Olho, uma vez mais, o inevitável e eminente abate,
Tento não ver mais além do que a vista abrange,
Procuro imaginar todo o penoso processo resultante,
Do corpo a corpo homem/matéria, qual combate,
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EADEI

Mudar de lar, de poiso, de lugar.
Amarfanhar vivências e recordações,
Metê-las, à pressa, num baú de sonhos
Fechar a tampa com gesto rápido e rude,
Para que não escapem, indiscretas, algumas ilusões.
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