EADEI
2007
Percorrer, mais uma vez, ruas e ruas, sem alento,
Passar portas, janelas, casas e umbrais,
Alheia, como sempre, a tudo o que me rodeia,
Tentando, em vão, ser mais uma entre as demais.
Escapo, sem vontade, ao bulício louco que me envolve.
Subo, por fim, uma serra robusta, sinuosa e íngreme,
Coberta de um manto intenso de verde...
De tojo, de urze , de giesta...
Subo sempre mais...
Como quem quer alcançar o topo do mundo,
Da vida que aqui, célere, em vão se manifesta,
Lutando contra as memórias que me assolam,
E me abrasam, no cadenciado rolar de cada segundo.
Vacilam ao sabor do vento, sombras majestosas,
Vento que sopra brando por entre uma torrente amarela
de mimosas.
Que lugar é este onde me encontro?
Onde, até aos pássaros lhes é dado o privilégio de poder trinar.
Será que depois da rude perda da partida,
O que metade da vida procurei, com ansiedade,
O poiso derradeiro encontrei.
E ADEI ?
Será verdade !
Passar portas, janelas, casas e umbrais,
Alheia, como sempre, a tudo o que me rodeia,
Tentando, em vão, ser mais uma entre as demais.
Escapo, sem vontade, ao bulício louco que me envolve.
Subo, por fim, uma serra robusta, sinuosa e íngreme,
Coberta de um manto intenso de verde...
De tojo, de urze , de giesta...
Subo sempre mais...
Como quem quer alcançar o topo do mundo,
Da vida que aqui, célere, em vão se manifesta,
Lutando contra as memórias que me assolam,
E me abrasam, no cadenciado rolar de cada segundo.
Vacilam ao sabor do vento, sombras majestosas,
Vento que sopra brando por entre uma torrente amarela
de mimosas.
Que lugar é este onde me encontro?
Onde, até aos pássaros lhes é dado o privilégio de poder trinar.
Será que depois da rude perda da partida,
O que metade da vida procurei, com ansiedade,
O poiso derradeiro encontrei.
E ADEI ?
Será verdade !