HISTÓRIA DUM SUICÍDIO (1º cap.)
2007 |
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Um dia o sujeito tentou matar-se.
Não suportava mais a dor de tanta solidão.
Engoliu uma caixa inteira de barbitúricos ou se quisermos ser mais precisos e concordantes com o linguajar lá da "ILHA DOS FALA-SÓS" (era assim que eles designavam a "PRISÃO") diríamos uma caixa de drunfos. Mas não satisfeito com isso engoliu, também, alguns botões que previamente arrancara da braguilha e uma pilha de volt e meio que por azar seu ou sorte sua ficou-lhe atravancada na garganta, precisamente no entroncamento da laringofaringe com o esófago.Ler mais...
Não suportava mais a dor de tanta solidão.
Engoliu uma caixa inteira de barbitúricos ou se quisermos ser mais precisos e concordantes com o linguajar lá da "ILHA DOS FALA-SÓS" (era assim que eles designavam a "PRISÃO") diríamos uma caixa de drunfos. Mas não satisfeito com isso engoliu, também, alguns botões que previamente arrancara da braguilha e uma pilha de volt e meio que por azar seu ou sorte sua ficou-lhe atravancada na garganta, precisamente no entroncamento da laringofaringe com o esófago.Ler mais...
AS AVES DE MAU AGOURO (2º cap.)
2007 |
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Quando acontece tragédia e cheira a sangue ou a morte,
não faltam aves de mau agouro a fazerem ronda em torno
do sucedido à cata do que puderem apanhar ao
desgraçado.
Vamos chamar aves de mau agouro àquelas pessoas que são portadoras de más notícias ou que são suspeitas de dar azar. Estes áugures da desgraça pululam, às dezenas ou centenas, pelos nossos hospitais, cemitérios, “ILHAS DOS FALA SÓS”, que o mesmo é dizer Prisões ou casas de internamento compulsivo e outros locais de sinistro. Ler mais...
Vamos chamar aves de mau agouro àquelas pessoas que são portadoras de más notícias ou que são suspeitas de dar azar. Estes áugures da desgraça pululam, às dezenas ou centenas, pelos nossos hospitais, cemitérios, “ILHAS DOS FALA SÓS”, que o mesmo é dizer Prisões ou casas de internamento compulsivo e outros locais de sinistro. Ler mais...
SER ESCRITOR AQUI: PAÇOS DE FERREIRA
2007 |
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Uma feira do livro. Uma tertúlia literáraria. Um tema
de conversa. Um desafio lançado. Uma oportunidade no
ar. Uma vontade indómita de escrever. E eis um livro em
gestação.
Tudo muito simples, natural e espontâneo. Aliás, como devem ser as grandes obras. A magnitude, o brilho, o esplendor das grandes obras assentam nos alicerces da simplicidade, naturalidade, espontaneidade...
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Tudo muito simples, natural e espontâneo. Aliás, como devem ser as grandes obras. A magnitude, o brilho, o esplendor das grandes obras assentam nos alicerces da simplicidade, naturalidade, espontaneidade...
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SER POETA AQUI: PAÇOS DE FERREIRA
2007 |
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Sentir com força, a força de todas as coisas, mesmo a
força das coisas mais pequenas. Sobretudo estas, porque
as grandes coisas todos as sentem. É, assim, uma
maneira minuciosa de entender o mundo. E o mundo, mais
do que a terra onde vivemos, é a terra que amamos.
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PRIMAVERA NO CAMPO
2007 |
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Hoje acordei,
eram seis da manhã.
Levantei-me, fui à janela,
abri-a de par em par
e respirei:
a saúde,
o sol,
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eram seis da manhã.
Levantei-me, fui à janela,
abri-a de par em par
e respirei:
a saúde,
o sol,
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MAIS QUE POETA
2007 |
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Sou poeta...
pois sei compreender
a verdadeira poesia
que acarinha todas as coisas,
toda a paixão e fantasia
até uma gota de água e um espinho
as cruzes e a Cruz...
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pois sei compreender
a verdadeira poesia
que acarinha todas as coisas,
toda a paixão e fantasia
até uma gota de água e um espinho
as cruzes e a Cruz...
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