HISTÓRIA DUM SUICÍDIO (1º cap.)

Um dia o sujeito tentou matar-se.
Não suportava mais a dor de tanta solidão.
Engoliu uma caixa inteira de barbitúricos ou se quisermos ser mais precisos e concordantes com o linguajar lá da "ILHA DOS FALA-SÓS" (era assim que eles designavam a "PRISÃO") diríamos uma caixa de drunfos. Mas não satisfeito com isso engoliu, também, alguns botões que previamente arrancara da braguilha e uma pilha de volt e meio que por azar seu ou sorte sua ficou-lhe atravancada na garganta, precisamente no entroncamento da laringofaringe com o esófago.Ler mais...

AS AVES DE MAU AGOURO (2º cap.)

Quando acontece tragédia e cheira a sangue ou a morte, não faltam aves de mau agouro a fazerem ronda em torno do sucedido à cata do que puderem apanhar ao desgraçado.
Vamos chamar aves de mau agouro àquelas pessoas que são portadoras de más notícias ou que são suspeitas de dar azar. Estes áugures da desgraça pululam, às dezenas ou centenas, pelos nossos hospitais, cemitérios, “ILHAS DOS FALA SÓS”, que o mesmo é dizer Prisões ou casas de internamento compulsivo e outros locais de sinistro. Ler mais...

SER ESCRITOR AQUI: PAÇOS DE FERREIRA

Uma feira do livro. Uma tertúlia literáraria. Um tema de conversa. Um desafio lançado. Uma oportunidade no ar. Uma vontade indómita de escrever. E eis um livro em gestação.
Tudo muito simples, natural e espontâneo. Aliás, como devem ser as grandes obras. A magnitude, o brilho, o esplendor das grandes obras assentam nos alicerces da simplicidade, naturalidade, espontaneidade...
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SER POETA AQUI: PAÇOS DE FERREIRA

Sentir com força, a força de todas as coisas, mesmo a força das coisas mais pequenas. Sobretudo estas, porque as grandes coisas todos as sentem. É, assim, uma maneira minuciosa de entender o mundo. E o mundo, mais do que a terra onde vivemos, é a terra que amamos.
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PRIMAVERA NO CAMPO

Hoje acordei,
eram seis da manhã.
Levantei-me, fui à janela,
abri-a de par em par
e respirei:
a saúde,
o sol,
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